Adesão
Virulência
Ligação do microrganismo a superfícies ou células do hospedeiro; primeira etapa da colonização e da formação de biofilmes.
Anfotericina B
Tratamento
Antifúngico poliênico que se liga ao ergosterol e forma poros na membrana; potente, mas com toxicidade renal importante.
Anticorpo monoclonal
Imunologia
Anticorpo produzido a partir de um único clone celular que reconhece um alvo específico; usado em pesquisa, diagnóstico e terapia.
Antifúngico
Tratamento
Medicamento que mata fungos (fungicida) ou inibe seu crescimento (fungistático). As principais classes são poliênicos, azóis e equinocandinas.
Aspergillus fumigatus
Patógenos
Fungo filamentoso ambiental cujos conídios inalados causam aspergilose, especialmente em imunossuprimidos.
Aspergilose
Doenças
Conjunto de doenças causadas por Aspergillus, desde alergias até infecção pulmonar invasiva em imunossuprimidos.
Azóis
Tratamento
Classe de antifúngicos que inibe a síntese de ergosterol. Ex.: fluconazol, itraconazol, voriconazol e isavuconazol.
Barreira hematoencefálica
Imunologia
Barreira seletiva que protege o cérebro; Cryptococcus consegue atravessá-la, chegando ao sistema nervoso central.
Biodeterioração
Ecologia
Degradação indesejada de materiais (papel, madeira, obras de arte, acervos) causada pela ação de organismos como fungos.
Biofilme
Virulência
Comunidade de microrganismos aderida a uma superfície e envolta por matriz extracelular; é muito mais resistente a antifúngicos e às defesas do hospedeiro.
Biofísica de superfícies
Técnicas
Estudo das propriedades físicas (carga, elasticidade, adesão, rugosidade) da superfície celular, área central do Labiofun.
Biorremediação
Ecologia
Uso de organismos, como fungos, para degradar ou remover poluentes do ambiente.
Biotecnologia fúngica
Ecologia
Uso de fungos ou de suas enzimas para produzir alimentos, fármacos, biocombustíveis e outros produtos de interesse.
Bolor (fungo filamentoso)
Morfologia
Fungo que cresce formando hifas e micélio visível. Ex.: Aspergillus, Penicillium e os agentes da mucormicose.
Brotamento
Morfologia
Reprodução assexuada das leveduras: uma célula-filha (broto) cresce a partir da célula-mãe até se separar.
Candida albicans
Patógenos
Levedura comensal da microbiota humana que pode causar candidíase superficial ou invasiva, especialmente em pacientes hospitalizados.
Candidíase
Doenças
Infecção causada por Candida, que pode ser superficial (oral, vaginal) ou invasiva (candidemia).
Candidozyma (Candida) auris
Patógenos
Levedura emergente e multirresistente, de difícil identificação, que causa surtos hospitalares em várias partes do mundo.
Cápsula polissacarídica
Estrutura celular
Camada externa de polissacarídeos que envolve Cryptococcus. É o principal fator de virulência: protege contra fagocitose, radicais livres e modula a imunidade.
Célula titã
Morfologia
Célula gigante de Cryptococcus (diâmetro acima de ~10 µm, podendo passar de 50 µm), com parede espessa e cápsula densa, que resiste à fagocitose.
Coinfecção
Doenças
Infecção simultânea por mais de um agente, como fungos em pacientes com COVID-19 grave.
Complexo Candida haemulonii
Patógenos
Grupo de espécies de leveduras emergentes, relacionadas a C. auris, frequentemente resistentes à anfotericina B.
Complexo Sporothrix
Patógenos
Grupo de fungos dimórficos (S. brasiliensis, S. schenckii, S. globosa, entre outros) causadores da esporotricose.
Concentração inibitória mínima (CIM)
Tratamento
Menor concentração de um antimicrobiano capaz de inibir o crescimento visível do microrganismo in vitro.
Conídio
Morfologia
Esporo assexuado formado na extremidade ou na lateral de hifas especializadas (conidióforos). Sua inalação é a principal via de infecção por Aspergillus.
Criptococoma
Doenças
Lesão granulomatosa localizada (pulmonar ou cerebral) formada pelo acúmulo de Cryptococcus e células do hospedeiro.
Criptococose
Doenças
Doença causada por Cryptococcus, adquirida por inalação; pode evoluir para meningoencefalite, uma das principais causas de morte em pessoas com aids.
Cryptococcus gattii
Patógenos
Espécie de Cryptococcus associada a árvores (como eucaliptos) que pode infectar pessoas imunocompetentes, causando lesões pulmonares e cerebrais.
Cryptococcus neoformans
Patógenos
Levedura encapsulada e cosmopolita, encontrada em excretas de aves; causa meningoencefalite principalmente em pessoas imunocomprometidas (ex.: HIV/aids).
Dermatófito
Patógenos
Fungo que utiliza queratina e infecta pele, pelos e unhas, causando as dermatofitoses (tineas). Ex.: Microsporum e Nannizzia.
Dimorfismo
Morfologia
Capacidade de alternar entre forma de levedura e forma filamentosa conforme a temperatura ou o ambiente. Ex.: Histoplasma e Sporothrix (bolor a 25 °C, levedura a 37 °C).
Emergomyces
Patógenos
Gênero de fungos dimórficos emergentes que causam micose sistêmica, sobretudo em pessoas com HIV na África.
Endocitose
Biologia celular
Captura de material externo pela célula por meio da invaginação da membrana e formação de vesículas.
Equinocandinas
Tratamento
Antifúngicos que inibem a síntese de β-1,3-glucana da parede celular. Ex.: caspofungina, micafungina e anidulafungina.
Ergosterol
Estrutura celular
Principal esterol da membrana fúngica, equivalente ao colesterol humano. É alvo dos azóis (inibem sua síntese) e da anfotericina B (liga-se a ele).
Esfingolipídio
Estrutura celular
Classe de lipídios de membrana importante para a sinalização e a virulência fúngica; sua síntese é alvo de novas classes de antifúngicos.
Esporo
Morfologia
Estrutura reprodutiva e de dispersão dos fungos, capaz de originar um novo indivíduo; pode ser sexuado ou assexuado.
Esporotricose
Doenças
Micose subcutânea causada por Sporothrix, transmitida por arranhões e mordidas de gatos ou por ferimentos com material vegetal.
Esporotricose zoonótica
Doenças
Forma da esporotricose transmitida de animais (sobretudo gatos) para humanos; o Rio de Janeiro é epicentro da epidemia por S. brasiliensis.
Exocitose
Biologia celular
Processo pelo qual a célula libera para o exterior o conteúdo de vesículas fundidas à membrana plasmática.
Exopolissacarídeo
Estrutura celular
Polissacarídeo secretado para o meio extracelular. Em Cryptococcus, difere física e antigenicamente do polissacarídeo que permanece na cápsula.
Fagocitose
Imunologia
Englobamento e destruição de microrganismos por células como macrófagos e neutrófilos; a cápsula de Cryptococcus dificulta esse processo.
Fator de virulência
Virulência
Característica do microrganismo que aumenta sua capacidade de causar doença, como cápsula, melanina, enzimas secretadas e crescimento a 37 °C.
Fosfolipase B
Virulência
Enzima secretada que degrada fosfolipídios de membranas do hospedeiro; em Cryptococcus é crítica para a sobrevivência no sistema nervoso central e para a formação de criptococomas.
Fungicida agrícola
Tratamento
Produto usado na agricultura contra fungos de plantas; seu uso intensivo pode selecionar fungos patogênicos resistentes a antifúngicos humanos.
Fungo
Fundamentos
Organismo eucarioto, heterotrófico por absorção, com parede celular rica em quitina e glucanas. Inclui leveduras, bolores e cogumelos e forma um reino próprio (Fungi).
Fungo ambiental
Ecologia
Fungo que vive no solo, na água, em plantas ou em animais; alguns têm potencial patogênico oculto para humanos.
Galactoxilomanana (GXMGal)
Estrutura celular
Polissacarídeo capsular minoritário de Cryptococcus, com forte efeito imunomodulador, capaz de induzir paralisia imunológica.
Glucana (β-1,3-glucana)
Estrutura celular
Polissacarídeo de glicose que forma o arcabouço da parede celular fúngica; sua síntese é inibida pelas equinocandinas.
Glucuronoxilomanana (GXM)
Estrutura celular
Polissacarídeo que corresponde a cerca de 90% da cápsula de Cryptococcus; é liberado no hospedeiro, tem efeito imunossupressor e é usado no diagnóstico (antígeno criptocócico).
Hifa
Morfologia
Filamento tubular que constitui o corpo vegetativo dos fungos filamentosos; cresce pela ponta (crescimento apical).
Histoplasma capsulatum
Patógenos
Fungo dimórfico presente em solo com fezes de morcegos e aves; causa a histoplasmose.
Histoplasmose
Doenças
Micose causada por Histoplasma capsulatum após inalação de esporos; varia de quadros leves a formas disseminadas graves.
Imunomodulação
Imunologia
Alteração da resposta imune; polissacarídeos fúngicos como a GXM podem suprimir ou desviar a imunidade do hospedeiro.
Infecção nosocomial
Doenças
Infecção adquirida no ambiente hospitalar. Leveduras como Candida auris e Trichosporon são agentes importantes.
Interação medicamentosa
Tratamento
Alteração do efeito de um fármaco causada por outro; comum com azóis, que inibem enzimas hepáticas (CYP450).
L-DOPA
Virulência
Precursor fenólico usado por Cryptococcus para produzir melanina; abundante no sistema nervoso, o que pode favorecer a neurotropia do fungo.
Lacase
Virulência
Enzima que oxida compostos fenólicos (como L-DOPA) e catalisa a síntese de melanina em Cryptococcus neoformans.
Levedura
Morfologia
Forma fúngica unicelular, geralmente arredondada ou oval, que se reproduz principalmente por brotamento. Ex.: Cryptococcus e Candida.
Macrófago
Imunologia
Célula do sistema imune que fagocita patógenos e apresenta antígenos; Cryptococcus pode sobreviver e se multiplicar dentro dele.
Manguezal
Ecologia
Ecossistema costeiro de transição entre terra e mar; abriga fungos essenciais à ciclagem de nutrientes e sofre com poluição e mudanças climáticas.
Manoproteína
Estrutura celular
Proteína ligada a cadeias de manose, presente na camada externa da parede celular; participa da adesão e da estrutura capsular.
Melanina fúngica
Virulência
Pigmento escuro depositado na parede celular que protege o fungo contra radiação, radicais livres, temperaturas extremas e antifúngicos.
Meningoencefalite criptocócica
Doenças
Inflamação das meninges e do encéfalo causada por Cryptococcus após disseminação a partir do pulmão; forma mais grave da criptococose.
Metabarcoding (ITS)
Técnicas
Identificação de várias espécies de fungos em uma amostra ambiental pelo sequenciamento da região ITS do DNA ribossomal.
Metaboloma
Biologia celular
Conjunto de pequenas moléculas (metabólitos) presentes em uma célula ou amostra; seu estudo é a metabolômica.
Metagenômica
Técnicas
Análise do material genético de todos os organismos de uma amostra ambiental, sem necessidade de cultivo.
Micélio
Morfologia
Conjunto entrelaçado de hifas que forma a colônia de um fungo filamentoso.
Micologia
Fundamentos
Ramo da biologia que estuda os fungos: sua estrutura, fisiologia, ecologia, genética e a relação com outros organismos, incluindo os humanos.
Micose
Doenças
Qualquer doença causada por fungos. Pode ser superficial, cutânea, subcutânea ou sistêmica.
Micose oportunista
Doenças
Infecção causada por fungos que normalmente não adoecem pessoas saudáveis, mas se aproveitam da baixa imunidade do hospedeiro.
Micose sistêmica
Doenças
Infecção fúngica profunda que atinge órgãos internos, geralmente adquirida por inalação. Ex.: histoplasmose e criptococose.
Microscopia de força atômica (AFM)
Técnicas
Técnica que varre a superfície com uma ponta nanométrica, gerando imagens em 3D e medidas de rigidez e adesão.
Microscopia eletrônica de transmissão (MET)
Técnicas
Técnica em que elétrons atravessam cortes ultrafinos da amostra, revelando a estrutura interna da célula.
Microscopia eletrônica de varredura (MEV)
Técnicas
Técnica que gera imagens tridimensionais de alta resolução da superfície das células.
Mucorales
Patógenos
Ordem de fungos filamentosos que causa a mucormicose, infecção agressiva e angioinvasiva.
Mucormicose
Doenças
Infecção grave por fungos da ordem Mucorales, associada a diabetes descompensado e imunossupressão; ganhou destaque durante a COVID-19.
Mudanças climáticas e fungos
Ecologia
O aquecimento global pode aumentar a termotolerância e a distribuição de fungos, favorecendo o surgimento de novos patógenos humanos.
Olorofim
Tratamento
Antifúngico de nova classe (orotomidas) que inibe a síntese de pirimidinas; ativo contra fungos filamentosos e Sporothrix.
Opsonização
Imunologia
Revestimento do microrganismo por anticorpos ou proteínas do complemento, o que facilita sua fagocitose.
Parede celular fúngica
Estrutura celular
Envoltório rígido que dá forma e proteção à célula, composto principalmente por quitina, glucanas e manoproteínas. É alvo de antifúngicos como as equinocandinas.
Patogenicidade
Virulência
Capacidade de um microrganismo de causar doença em um hospedeiro.
PCR
Técnicas
Reação em cadeia da polimerase: técnica que amplifica trechos de DNA, usada para detectar e identificar fungos patogênicos.
Pinça óptica
Técnicas
Técnica que usa um feixe de laser focalizado para capturar e mover células ou partículas, permitindo medir forças e propriedades mecânicas.
Piomelanina
Virulência
Tipo de melanina derivado da degradação da tirosina via ácido homogentísico; produzida por alguns fungos e bactérias.
Plasticidade fenotípica
Biologia celular
Capacidade de um mesmo organismo alterar sua forma, metabolismo ou fisiologia em resposta ao ambiente, favorecendo a adaptação e a virulência.
Polifosfato
Biologia celular
Polímero de fosfato armazenado em vacúolos fúngicos, usado como reserva de energia e fósforo e na regulação do metabolismo.
Potencial zeta
Técnicas
Medida da carga elétrica na superfície de partículas ou células em suspensão; influencia a adesão e a interação com o hospedeiro.
Pseudo-hifa
Morfologia
Cadeia de células alongadas de levedura que permanecem unidas após o brotamento, lembrando uma hifa. Comum em Candida.
Quitina
Estrutura celular
Polímero de N-acetilglicosamina presente na parede celular fúngica; dá resistência mecânica. Ausente nas células humanas.
Quito-oligômeros
Estrutura celular
Pequenas cadeias derivadas da quitina que participam da arquitetura da cápsula de Cryptococcus e podem ser reconhecidas por lectinas como a WGA.
Receptor de reconhecimento de padrões (PRR)
Imunologia
Receptor do sistema imune inato que detecta moléculas típicas de microrganismos. Ex.: TLR4 e Dectina-1.
Reologia
Técnicas
Estudo da deformação e do escoamento de materiais; aplicada às propriedades viscoelásticas da cápsula e dos polissacarídeos.
Reposicionamento de fármacos
Tratamento
Estratégia que testa medicamentos já aprovados para outras doenças como novos antifúngicos, reduzindo custo e tempo de desenvolvimento.
Resistência antifúngica
Tratamento
Capacidade de um fungo sobreviver a concentrações de antifúngico que normalmente o inibiriam; pode ser intrínseca ou adquirida.
Resistência cruzada
Tratamento
Resistência a um fármaco que confere também resistência a outro de mecanismo semelhante; ex.: fungicidas agrícolas induzindo resistência a azóis clínicos.
Rhodotorula mucilaginosa
Patógenos
Levedura de pigmento rosado, comum no ambiente, considerada patógeno oportunista; produz polissacarídeos capsulares.
RMN de estado sólido
Técnicas
Ressonância magnética nuclear aplicada a amostras sólidas, usada para investigar a estrutura molecular da melanina e da parede celular.
Saúde Única (One Health)
Ecologia
Abordagem que integra saúde humana, animal e ambiental; essencial em doenças como a esporotricose zoonótica.
Scedosporium / Lomentospora
Patógenos
Fungos filamentosos ambientais, muitas vezes resistentes aos antifúngicos, que causam infecções graves em imunossuprimidos.
Secretoma
Biologia celular
Conjunto de proteínas secretadas por um organismo para o meio extracelular.
Septo
Morfologia
Parede transversal que divide a hifa em compartimentos; possui poros que permitem a passagem de citoplasma e organelas.
Sporothrix brasiliensis
Patógenos
Espécie mais virulenta do complexo Sporothrix, transmitida principalmente por gatos; responsável pela epidemia de esporotricose no Brasil.
Terapia fotodinâmica
Tratamento
Tratamento que combina um fotossensibilizador com luz para gerar espécies reativas de oxigênio e matar o microrganismo.
Termotolerância
Virulência
Capacidade de crescer à temperatura corporal (37 °C). Poucos fungos a possuem, e o aquecimento global pode selecionar espécies mais termotolerantes.
Trichosporon asahii
Patógenos
Levedura da família Trichosporonaceae, emergente em infecções hospitalares; produz GXM semelhante ao de Cryptococcus.
Vacina antifúngica
Imunologia
Preparação que estimula proteção contra fungos; ainda não há vacina aprovada para uso humano, mas há candidatas em estudo.
Virulência
Virulência
Grau de patogenicidade de um microrganismo, isto é, a intensidade do dano que ele é capaz de causar ao hospedeiro.